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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Como se faz um poeta



Como se faz um poeta

“Penetra surdamente no reino das palavras.

Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

Estão paralisados, mas não há desespero,há calma e frescura na superfície intacta.

Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

Convive com os poemas, antes de escrevê-los.

Tem paciência, se obscuros.

Calma, se te provocam.

Espera que cada um se realize e consuma

com seu poder de palavra e seu poder de silêncio.

Não forces o poema a desprender-se do limbo.

Não colhas do chão o poema que se perdeu.

Não adules o poema.

Aceita-ocomo ele aceitará sua forma definitiva e concentradano espaço.

Chega mais perto e contempla as palavras,cada umatem mil faces secretas sob a face neutrae te pergunta, sem interesse pela resposta,pobre ou terrível, que lhe deres:“Trouxeste a chave?”


in Procura da Poesia, Carlos Drummond Andrade


" Não se escreve com emoções, escreve-se com memórias."


Eugénio de Andrade

Excertos de Carta a Um Jovem Poeta de Rainer Maria Rilke, Coisas de Ler Edições:


“Não escreva poemas de amor: evite de início aquelas formas demasiado fáceis e os
lugares comuns; são os mais difíceis...”
“Descreva os seus desgostos e desejos, os pensamentos que lhe ocorrem e as suas crenças nalgum tipo de beleza - descreva tudo isto com ternura e humilde sinceridade e utilize para se expressar as coisas que o rodeiam, as imagens dos seus sonhos e os objectos da sua memória.”

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